OS SENTIDOS- PORTAS ABERTAS DE COMUNICAÇÃO COM O AMBIENTE

Diante dos estudos e experimentos realizados durante a Primeira Etapa Letiva, os alunos do 2º ano do Ensino Fundamental- Anos Iniciais do CAOP, orientados pela professora Elisabete Ferreira, realizaram estudos sobre os órgãos e seus respectivos sentidos. Constataram, sobretudo, que estes agem em sintonia, possibilitando a ação e sobrevivência humana no ambiente.

Ressalta-se que os sentidos que despertaram maior interesse e curiosidade nas crianças foram a audição e a visão. Assim, com o intuito de ampliar tais conhecimentos, foi convidada a professora e intérprete em Libras e Braille, Maria do Espírito Santo, a “Santinha”, da APAE/OP e três alunos desta Instituição: Leonardo Reis (27 anos), Leonardo Oliveira (21 anos), ambos surdos, e Maria de Lourdes (55 anos), conhecida como Lourdinha, que é cega desde os sete anos.

O aluno Leonardo Reis tem deficiência auditiva moderada, ou seja, ouve um pouco, com o auxílio de aparelhos auditivos e, por isso, consegue se comunicar por meio da fala e em Libras. Já Leonardo Oliveira nasceu surdo e comunica-se somente por meio da língua de sinais. Em seus relatos, eles afirmam que possuem uma vida comum: jogam futebol, utilizam as redes sociais e aprenderam a atravessar a rua por meio da observação. Declararam que a visão tornou-se o sentido mais importante para eles.

Lourdinha relatou que perdeu a visão aos sete anos, devido ao aparecimento de um tumor agressivo no fundo dos olhos. Contou que seus guias são seus familiares e amigos e que se movimenta sozinha, nas proximidades de sua casa. Na oportunidade, apresentou para as crianças os recursos que utiliza para ler e escrever: a reglete (um dos primeiros instrumentos criados para a escrita Braille) e a punção (espécie de caneta para marcar o papel) e uma folha de papel mais grossa; e o Soroban, um ábaco japonês utilizado para realizar cálculos.

abaco

A professora Santinha relatou que aprendeu a se comunicar em Braille e em Libras por necessidade de interação com esses alunos tão especiais. Pontuou, fundamentalmente, a importância da adaptação do profissional quanto ao uso de recursos visuais e sonoros/tátil, sensibilizando os alunos do CAOP.

Sinceros agradecimentos a essa profissional que, de forma afetiva e eficaz, demonstra a amplitude do ato de educar!

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